Porto City, Torres Beach…
Fevereiro 28, 2009
Em Porto Alegre depois de dois meses na praia (com uma visita de algumas horinhas apenas para uma entreviste de emprego).
Ao chegar na cidade, alí pelas bandas do aeroporto e em seguida pegando a 3ª perimetral e eu me senti em casa. Carlos Gomes, prédios altos, sem muito auê, poucos ônibus, movimento rotineiro, tudo ótimo, eu estava em casa até me deparar com a zona sul, passando Teresópolis e Nonoai, entrando na Cavalhada. CAOS total! Não é mais o mesmo lugar que eu cresci, em pleno sábado, férias ainda, correria, buzinas, carros, pessoas, um movimento do cão, o céu meio acinzentado devido as nuvens de chuva dividia o espaço com as fumaças dos ônibus, caminhões e carros. Me senti em qualquer lugar, menos em casa. Na hora pensei – e continuo pensando-: por que diachos eu não fiquei na praia? Até que não seria tão ruim morar lá, tem faculdade com cursos que me interessam, supermercado, livraria, cafeteria, tudo que eu preciso pra viver, sem falar que rola aquela brisa marinha o dia todo todos os dias, o final de tarde na prainha, as noites de sábado no Bora Bora ou no Pub da Ilha. É, realmente não seria nada mal. Quem sabe daqui alguns anos, meses ou dias isso não aconteça?! Isso vindo de mim, que eu sou uma pessoa totalmente avessa a praia, ao ‘interior’ chega a ser preocupante. Sou urbana demais pra tudo e pra muitos, mas infelizmente é a vontade que dar ao chegar nessa que era pra ser a nossa cidade maravilhosa. Poluíção e caos. Viraremos nós, a nova São Paulo?
Espero que não.
Revendo “aquela” pessoa, aprendendo sozinha.
Fevereiro 27, 2009
Senti um arrepio, gelei por dentro, levantei a sombrancelha com uma cara de “pff” misturada com, “tá vendo”, cumprimentei com um ‘oi’ muito baixo, nem sei se foi possível ouvir, mas foi possível ver que eu falei, passei rápido, quase correndo, ainda bem que eu estava com pressa aquela hora; se bem que foi mais fácil do que eu imaginei, não que tenha sido como passar por qualquer pessoa, afinal, não era qualquer pessoa, era a pessoa que foi “A” pessoa por um tempo, um curto tempo,admito, mais foi tudo muito intenso.
(In)Felizmente, esse verão fez com que eu aprendesse muita coisa, mas muita coisa mesmo. Aprendi a lidar comigo, a fazer acontecer e fazer ser por mim, aprendi a respeitar certas pessoas, aprendi que no fundo todos são iguais por mais diferentes que pareçam, aprendi que não se deve acreditar tanto nas pessoas, muito menos confiar nelas, mas que é preciso estar aberto para conhecer novas pessoas, sem muita confiança, como diz a expressão: sempre com um pé atras. Assim é mais seguro, não nos magoamos tão facilmente assim.
->Não confie em qualquer um.
coisas de sentimentos.
Fevereiro 19, 2009
Bruna diz: *ele não me procurou *mesmo eu dizendo que se ele me dissese se me encontraria ou não ainda eu poderia esquecer tudo, inclusive ele *ele não respondeu *não respondeu meu depoimento, mas não apagou o que ele já tinha aceito *estranho *me senti da mesma maneira que me senti quando estourou aquela bomba no último ano do colégio*sofri tanto quanto *segunda foi horrível, não abri a boca, terça de tarde foi punk, ia ser nosso um mês e uma semana. *hoje eu to melhor, mas dói um pouco ainda. *sinto vontade de chorar quando eu lembro *inclusive há muitas lágrimas nos meus olhos ainda. *mas eu espero que tudo se ajeite e que eu volte a me sentir como no começo do ano, antes de tudo acontecer e de ele aparecer na minha vida.*
Sentimentos causam decepções, de muitos tipos. Nunca pense que é a última vez, nunca será. Não adianta dizer que não acontecerá, acontecerá sim, por mais que todos pareçam diferentes, no fundo, bem no fundo, praticamente todos são iguais. Pequenas atitudes marcam mais que um grande presente, simples palavras e gestos tornam as pessoas especiais, e gestos mais simples ainda, acabam com todo um encantamento e estragam um lindo sentimento.